A 26 de Fevereiro, esteve presente na sessão negocial a CEO da MEO, Drª Ana Figueiredo, uma vez que a sua presença tinha sido solicitada por todos os Sindicatos.
A presença da CEO foi importante, por um lado, para podermos mostrar ao mais alto nível da gestão da MEO, as razões pelas quais é importante que existam aumentos justos e condignos para todos os trabalhadores. E por outro lado, que sejam assumidas ao mais alto nível, as escolhas efetuadas na política remuneratória dos seus trabalhadores.
No entanto, mesmo depois da extensa argumentação e explicação da real necessidade de serem efetuados aumentos salariais, a posição da Administração da MEO manteve-se inalterada e passa por privilegiar apenas uma parte dos trabalhadores, que consideram estar mais alinhada com a estratégia da MEO, sendo estes reconhecidos através de prémios anuais variáveis.
Todos sabemos que esta é a estratégia escolhida, uma vez que assim se mantêm os custos fixos com os trabalhadores controlados, pois não aumentam os seus vencimentos base.
Estes aumentos são realmente o mais importante para os trabalhadores, pois além de verem reconhecido o seu esforço de forma consistente, são também esses valores que irão contar para as suas reformas.
No entanto, no final desta reunião com a CEO, e contra todas as expetativas dos Sindicatos, não houve qualquer alteração à proposta da MEO, para as negociações do ACT de 2025.
A 28 de Fevereiro, ocorreu aquela que veio a ser a última sessão negocial, tendo a MEO optado por manter a sua escolha de não proceder a aumentos justos e equilibrados, não mostrando abertura para evoluir, apresentando assim aquela que seria a sua última proposta, que basicamente se consubstanciava em:
- Salário mínimo na MEO de 915€;
- Subsídio de refeição passa para 10€;
- Atribuição de um dia de férias adicional para todos os trabalhadores;
- Promover um mínimo de 550 movimentos de evolução profissional;
- Pacote de comunicações gratuito para colaboradores no ativo, até 31/12/2026;
- Manutenção do pacote de comunicações para suspensos e em pré-reforma, até 31/12/2026;
- Atribuição de prémio de aposentação em dobro, mais um ano.
Desta forma, ficou claro para todos os Sindicatos presentes que o posicionamento da MEO, é o de não considerar aumentos que permitam, pelo menos acompanhar o valor da inflação, traduzindo-se assim numa perda do poder de compra real dos trabalhadores da MEO, o que nos parece bastante injusto e desadequado, face à real capacidade financeira da empresa.
Dada esta postura fria e austera, não foi possível ao TENSIQ, bem como a nenhum dos outros Sindicatos, poder dar o seu acordo de princípio, a uma proposta de valores tão reduzidos.
Para o TENSIQ é fundamental que existam aumentos para TODOS os trabalhadores, quer do ativo, suspensos ou pré-reformados e iremos continuar a lutar para que este objetivo se concretize.
Os trabalhadores merecem mais e é por melhores condições que o TENSIQ em conjunto com o SINTTAV, SINDETELCO, SNTCT, SICOMP, STT, FE e SINQUADROS irão solicitar a intervenção da DGERT, para que através do processo de Conciliação, se consiga chegar a uma solução que possa atribuir aos trabalhadores, o melhor valor possível para esta revisão do ACT de 2025.
O TENSIQ estará sempre ao lado dos seus associados, a defender a sua justa valorização e reconhecimento profissional.