Nos termos dos Artigos 17, 19, 20 e 21 dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral do TENSIQ para reunir, em Sessão Ordinária, no próximo dia 27 de março de 2025, pelas 15:00, na sede do Sindicato, R. Tomás Ribeiro, 10 - 3.º, Lisboa, com a seguinte:
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
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No entanto, mesmo depois da extensa argumentação e explicação da real necessidade de serem efetuados aumentos salariais, a posição da Administração da MEO manteve-se inalterada e passa por privilegiar apenas uma parte dos trabalhadores, que consideram estar mais alinhada com a estratégia da MEO, sendo estes reconhecidos através de prémios anuais variáveis.
Estes aumentos são realmente o mais importante para os trabalhadores, pois além de verem reconhecido o seu esforço de forma consistente, são também esses valores que irão contar para as suas reformas.
A 28 de Fevereiro, ocorreu aquela que veio a ser a última sessão negocial, tendo a MEO optado por manter a sua escolha de não proceder a aumentos justos e equilibrados, não mostrando abertura para evoluir, apresentando assim aquela que seria a sua última proposta, que basicamente se consubstanciava em:
Dada esta postura fria e austera, não foi possível ao TENSIQ, bem como a nenhum dos outros Sindicatos, poder dar o seu acordo de princípio, a uma proposta de valores tão reduzidos.
Para o TENSIQ é fundamental que existam aumentos para TODOS os trabalhadores, quer do ativo, suspensos ou pré-reformados e iremos continuar a lutar para que este objetivo se concretize.
Os trabalhadores merecem mais e é por melhores condições que o TENSIQ em conjunto com o SINTTAV, SINDETELCO, SNTCT, SICOMP, STT, FE e SINQUADROS irão solicitar a intervenção da DGERT, para que através do processo de Conciliação, se consiga chegar a uma solução que possa atribuir aos trabalhadores, o melhor valor possível para esta revisão do ACT de 2025.
O TENSIQ estará sempre ao lado dos seus associados, a defender a sua justa valorização e reconhecimento profissional.
A 30 de Janeiro ocorreu a segunda sessão negocial do ACT, mas dada a medíocre proposta inicial da MEO, o TENSIQ entretanto reuniu com a maioria dos Sindicatos, com vista a unir esforços e sintonizar estratégias, para conseguir o melhor resultado possível, dada a intransigência da Administração em não proceder a aumentos condignos, que permitam manter o poder de compra dos trabalhadores.
Na reunião, os representantes da MEO voltaram a apresentar os mesmos argumentos, para validar a decisão de não efetuarem aumentos, que deveriam ser no mínimo, equivalentes à taxa de inflação.
No entanto os sindicatos foram unânimes em afirmar que é sabida a real capacidade financeira da empresa e que seriam possíveis aumentos justos, que apenas não são feitos, para manter os custos com os trabalhadores controlados, valorizando assim a empresa, que poderá a qualquer momento sair da esfera do Grupo Altice.
Após uma exaustiva argumentação de ambos os lados, a MEO apresentou uma evolução na sua proposta de revisão do ACT, sendo a mesma de:
Apesar de esta proposta ir ao encontro de um ponto fundamental para o TENSIQ, que é o de existirem aumentos para todos os trabalhadores, o valor de 0,2% é claramente irrisório e insuficiente para fazer face aos aumentos generalizados dos preços e do custo de vida em geral.
Registamos com agrado a atribuição de mais um dia de férias, mas iremos manter o foco negocial naquilo que todos sabemos ser a remuneração justa e equilibrada dos trabalhadores, que são a força vital da MEO.
Nesta reunião foi muito falado sobre a “transformação” que a MEO tem de sofrer para se manter líder e competitiva nesta área de negócio, sendo que do lado dos trabalhadores também é fundamental existir uma “transformação” na sua atuação, para poderem passar a ser ouvidos e considerados, de uma outra forma pela Administração da MEO.
Está na mão de todos nós lutar pelo devido reconhecimento e valorização do seu trabalho.